Um servidor público da Câmara Municipal de Cacoal (RO), voltou a ser preso nesta segunda-feira, dia 9 de março, por suspeita de envolvimento em um grave caso de abuso sexual contra duas crianças — um bebê de seis meses e uma menina de apenas dois anos de idade.
A prisão ocorreu após a expedição de mandado de prisão preventiva solicitado pela Polícia Civil, com base em novos elementos surgidos durante o andamento das investigações.
De acordo com as informações apuradas, o suspeito já havia sido detido na semana passada por uma guarnição da Polícia Militar, comandada pelo sargento Figueiredo. Na ocasião, segundo relatos, ele teria tentado fugir da abordagem policial, chegando inclusive a pular o muro de uma residência antes de ser conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cacoal.
Entretanto, naquele primeiro momento, o delegado de plantão, responsável pelo caso, entendeu que ainda não havia indícios ou provas suficientes para justificar a manutenção da prisão do investigado, que acabou sendo liberado. A investigação, porém, continuou em andamento.
Segundo a delegada responsável pelo caso, doutora Fabiana Brandani, a Polícia Civil aguardava o resultado de exames periciais fundamentais para o avanço do inquérito. Com a chegada de um dos laudos, que apresentou resultado positivo e trouxe elementos considerados relevantes para a investigação, houve embasamento jurídico para solicitar a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi encaminhado ao Poder Judiciário, que autorizou a medida.
O mandado foi cumprido nesta segunda-feira, na cidade de Pimenta Bueno (RO), onde o investigado estava na residência de sua mãe. Conforme apurado, ele teria deixado Cacoal temendo possíveis represálias diante da repercussão do caso.
Após a prisão, o suspeito permaneceu custodiado e deve seguir à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil finaliza as investigações.
O inquérito policial ainda está em andamento e, após a conclusão dos trabalhos investigativos, o caso será encaminhado ao Ministério Público. Caberá ao órgão avaliar os elementos reunidos e decidir pelo eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
Fonte: O Minuto Notícia









