Na aldeia Gamir, distante cerca de 52 quilômetros de Cacoal (RO), na Região da Zona da Mata, indígenas da etnia Paiter Suruí, trabalham em conjunto com as abelhas no cultivo do mel. A parceria já dura 23 anos. Aproximadamente 13 famílias estão envolvidas na atividade que produz cerca de 60 litros de mel por ano.

Joaton Suruí explica que no início o mel era produzido sem nenhuma técnica profissional, apenas com a experiência de vida adquirida na aldeia.

A partir de 2013 os indígenas optaram por trabalhar no cultivo do mel da abelha Europa, com ferrão, que produz mel mais grosso e doce.

Há 1 ano o projeto começou a contar com apoio de programas de incentivo, com a capacitação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e incentivo financeiro do Programa de Desenvolvimento para Povos Indígenas.

Após a colheita do mel nas colmeias o produto é levado para centrífugas, onde é retirado do favo, decantado e embalado.

O próximo objetivo que os indígenas querem alcançar é a certificação de qualidade do produto junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que permite a comercialização do mel.

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